O homem só acredita naquilo que
penetrou fundo na alma e modificou-lhe os sentidos. Todo o resto que acredita
acreditar é curva do intelecto e vontade de subjulgar a vontade. Tamanha é a
pressa que alguns usam para desfazer um julgamento e assim satisfazê-lo, e
equivalente a destreza orgânica de um cérebro em vias pré-anunciar-se – comboio
de atulhamentos inóspitos é a gente do trânsito. Ainda crê-se no destino
regularmente. Donde advém cautela a vista enevoada transfere os temores.
Rasga a pilhéria dos balanços de
criança! Balança a crina do cavalo e some fumegando. Porque tudo que se quer
está mais que encontrado. Reclama do mundo submisso fazendo contas na internet,
abusa do crime fácil sugando o aspirador da velha empregada, emprega o padeiro
para o sustento seu. Gargalho do torpe-do sentido. As Guitarras elétricas são
os apontadores que rabiscam certa verborragia nas membranas de uma Fala, suas,
pertencentes e permeáveis ao fulo do som magnético – amo-vos porque são
inteiros sem jamais precisar ver o mar, amo-vos porque se vissem raros oceanos
sem luz seriam deuses. Rapazes bonitos são vós, moças são voz: por isso amo
suas guitarras, por isso rezo toda noite.
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