Rebenta
por vezes um pensamento escuso: o próprio cogitar assim tranquilo
ressoa como se houvesse o estado mágico de não pensar. Sem projetar
respostas de filósofos e sem gostar de maquinar a certeza de estar
sempre em pensamento, e sobretudo sem disfarçar a propensão de
escrever alegremente. O tempo de estar vivendo é sobre o cogitar. A
estrutura metálica das suposições é lenta e não se compraz de
vastas pequenas correções temporais, segundos e milésimos
atravessam como um burro enfezado a respeitosa abundância de
pensamentos magnos. Paciência é o que sussurram os músicos da
repetição, antes eram filósofos que não se conformariam em pensar
a nitidez do mundo moderno, que antes de se envolverem com o estado
de crônica insatisfação econômica, circundariam as excruciantes
vagas silenciosas que percorrem as ruas de asfalto. O tempo de
esquecer e o cogitar sejam seres torpes perto da obscura luz de um
pensamento magno que só o espelho de um clarão inevitável poderá
dizer, e por enquanto caminharemos na direção da vaga luz dos céus
da Bahia, as voltas com
pedidos `as estrelas, cadentes que somos na verticalidade da noite.
Receio descobrir que músicos foram homens e filósofos foram
músicos, sem música, com tempo, sem tambor, com cordas de vaga
intuição. Acordo com a fraca soma de pensamentos miúdos que penso
durante as 24 horas. Faço incursão, incorro em artifícios
matemáticos, e sou lógica das vagas estrelas, o tempo que segue
fraca intuição, e cogita o tempo de terminar, um começo todo,
enquanto poética vontade de descrever engole, o soberbo medo de
encontrar: início dos tempos, vaga de vontade, estrelas estáticas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário