quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Virtudes

ou, Gerry de Gus van sant

Os numeros na escuridão. Dedos de mulher. Cânticos que fazem brilhar talvez almas perdidas, jovens rapazes que vivem aqui. Forma desesperada é o indício do fim próximo, é também perfeiçao se afeiçoando de um homem, e a tristeza não vem tao próximo quanto se quis, quando o homem decide o seu lugar no sono, onde os sonhos são cânticos, e o ritmo encolhe suas maos, suas pegadas, seu corpo, assopra nos seus labios a palavra cor de índigo. Temidas virtudes de ausencia milenar, estou aqui. Sou eu o sonho que sonhavas, sou teu obreiro de mais profundo rancor, ora, males não há mais, fortuna sois tu, que sonhou com o anjo do amor, com as virgens de seios fartos, com a madona do mundo inteiro. Fortuna soa em meu ouvido, campina acorda nos teus. Males não há mais por aqui, traiu-se o rei e as paragens reclamam a lonjura de uma tristeza distante, amarias tu tais pastos? Vastos homens de outrora, vastos homens de agora, doce manhã.